🌿 ELAS DO CAMPO À MESA: QUANDO O ALIMENTO TEM ROSTO DE MULHER
“Elas do Campo à Mesa: onde há alimento, há trabalho de mulheres”
📣 Lançada no #MêsDaMulher, campanha digital nas redes da @conab_oficial destaca a força das mulheres que sustentam a segurança alimentar no #Brasil. A proposta é percorrer o país para dar visibilidade às mulheres que fazem o alimento chegar ao prato dos brasileiros.
“As mulheres trazem para o setor operacional não apenas uma melhoria nas relações interpessoais, mas também uma organização ímpar e muita agilidade”, explica Juliane Schneider de Oliveira, da unidade da Conab em Ponta Grossa, no Paraná.
🇺🇳🇧🇷 A campanha #ElasDoCampoÀMesa é realizada no âmbito do acordo de cooperação entre o Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS), organismo da ONU especializado em infraestrutura, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e a Itaipu Binacional.
A parceria estabelece o apoio do UNOPS para a reforma e modernização de armazéns graneleiros da Conab, com olhar atento às necessidades de todas as pessoas - entre elas, as mulheres.
São elas que guardam as sementes, que conhecem o tempo da terra, que transformam o bruto em comida, que organizam o cotidiano para que o alimento exista — não apenas como mercadoria, mas como vida. Muito antes de qualquer política pública ou cadeia logística, existe um saber ancestral que passa pelas mãos femininas.
Nas roças, nos quintais, nas feiras, nas cozinhas, nas comunidades quilombolas e indígenas, o alimento não nasce apenas da terra — nasce da relação. E essa relação, historicamente, tem sido tecida por mulheres.
Quando uma mulher planta, ela não está apenas produzindo. Ela está garantindo continuidade.
Quando ela cozinha, ela não está apenas preparando um prato. Ela está transmitindo cultura.
Quando ela organiza o alimento dentro de uma casa ou comunidade, ela está estruturando a própria possibilidade de existência coletiva.
E ainda assim, o sistema insiste em invisibilizar esse trabalho.
A modernização das estruturas — como propõe a parceria com o UNOPS e a Itaipu Binacional — é importante. Mas ela só será completa se vier acompanhada do reconhecimento de que as mulheres não são “apoio” dentro da cadeia alimentar.
Elas são eixo.
Sem o trabalho das mulheres, não há segurança alimentar.
Sem o conhecimento das mulheres, não há continuidade cultural.
Sem a presença das mulheres, o alimento perde seu sentido mais profundo.
Num mundo que transforma comida em produto e acelera o tempo da vida, são elas que ainda sustentam o alimento como vínculo, como cuidado, como território.
Reconhecer isso não é apenas uma questão de justiça.
É uma condição para que a gente não perca, de vez, o que ainda nos alimenta de verdade.
🔗 Descubra mais em onu.org.br e nas redes da @conab_oficial!
📸 Foto: Juliane iniciou sua carreira na Conab com a classificação de grãos e hoje opera o sistema Saagra, na unidade da Conab em Ponta Grossa (PR). Créditos: © Aline Czezacki/UNOPS.
#IgualdadeDeGênero #8M #DefendaOsDireitosHumanos
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