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Showing posts from January, 2026

TAPAJÓS EM DISPUTA: POVOS INDÍGENAS OCUPAM PORTO DA CARGILL E CONTESTAM PROJETOS DE HIDROVIA NA AMAZÔNIA

Desde 22 de janeiro de 2026, povos indígenas do Baixo Tapajós (PA) mantêm a ocupação da área de acesso ao terminal da multinacional Cargill, em Santarém, como forma de protesto contra projetos ligados à expansão da hidrovia do rio Tapajós e ao avanço da infraestrutura de exportação de commodities na Amazônia. A mobilização é articulada pelo Conselho Indígena Tapajós-Arapiuns (CITA), que reúne 14 povos indígenas da região, com apoio de ribeirinhos e movimentos sociais.  O bloqueio busca pressionar o governo federal a rever medidas que, segundo os manifestantes, ameaçam o rio, os territórios e os modos de vida tradicionais. O vídeo produzido por lucius.artes tem circulado nas redes como documentação visual do protesto e das falas das e dos manifestantes, contribuindo para dar visibilidade às motivações da ocupação e aos impactos que essas políticas podem ter na vida das comunidades tradicionais. O crédito a esse trabalho audiovisual é importante para quem quiser compreender melhor o...

🌿 ANÁLISE SENSORIAL DA CULINÁRIA TRADICIONAL PAYAYÁ

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Comida como território, mesmo quando o território falta Pensar a culinária Payayá pelos sentidos é compreender que ela não nasce apenas da necessidade de alimentar o corpo, mas de uma relação profunda com o território entendido como vida. A alimentação, nesse contexto, é memória, tecnologia, espiritualidade e organização comunitária — exatamente como propõe o Mutirão Payayá. A cultura alimentar Payayá é território vivo. Ela brota da relação com a terra, com as plantas, com a água, com os ciclos e com os saberes transmitidos entre gerações. Comer é uma forma de permanecer ligado ao chão, mesmo em uma história marcada por perdas territoriais e deslocamentos. Plantar, colher e preparar alimentos são modos de continuar existindo como povo. Ela não é só alimentar. É ecológica, espiritual e territorial. Nossa tarefa não é apenas recompor um tecido cultural esgarçado pelo tempo. É, sobretudo, sensibilizar os participantes a partir da escuta atenta do povo Payayá, reconhecendo que seus saberes...

POR QUE A EXPANSÃO DA ALIMENTAÇÃO “VEGGIE” ESTAGNOU NA ESPANHA: ARTIFICIALIDADE, PREÇO E POLARIZAÇÃO POLÍTICA

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O veganismo e o vegetarianismo perderam destaque nas manchetes, debates e reportagens, em parte porque a sua própria normalização diminuiu o seu caráter de novidade.Thomas Barwick (Getty Images) O chamado “mercado veggie” nasceu envolto em promessas de transformação: salvar o planeta, proteger os animais, melhorar a saúde e modernizar a forma de comer. Durante o período pós-pandemia, essa narrativa ganhou força e foi rapidamente apropriada pela indústria de alimentos, que viu na alimentação vegetal não apenas uma mudança cultural, mas uma oportunidade de negócio. O que antes era prática cotidiana em muitas culturas — feijão, lentilha, grão-de-bico, hortaliças, preparações simples e territoriais — foi reembalado como tendência, inovação e produto de prateleira. Nesse processo, a alimentação baseada em vegetais deixou de ser apenas um modo de comer para se tornar categoria de mercado. Hambúrgueres, embutidos e “análogos” de carne passaram a ocupar o centro do discurso, enquanto as legumi...

E SE O NOSSO ALIMENTO ESTIVESSE ENVENENADO PELO PRÓPRIO SISTEMA?

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E se aquilo que nos alimenta também estivesse nos afastando do direito de decidir sobre nossa própria comida? É aqui que a soberania alimentar se encontra com o debate sobre os agrotóxicos. Não estamos falando apenas de substâncias químicas, mas de quem controla o sistema alimentar. Soberania alimentar é o direito dos povos decidirem o que plantar, como produzir e de que maneira cuidar da terra, das sementes e da água. Mas esse direito entra em choque direto com um modelo agrícola dependente de venenos, monoculturas e grandes cadeias de exportação. A gente precisa incorporar a verdade dramática - até trágica - de fatos como este: ```quem controla a terra, controla a comida. E quem controla a comida, controla a vida.``` As denúncias feitas por Larissa Bombardi ajudam a entender essa engrenagem. Ao expor o chamado colonialismo químico, ela mostra como o Brasil se torna destino de substâncias proibidas em outros países, reforçando uma lógica em que a produção de commodities vale mais do q...

🌿 FITOALIMURGIA: A ARTE DE SE ALIMENTAR COM O QUE A NATUREZA OFERECE

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Sábado, 28 de fevereiro, e domingo, 1º de março, na Universidade dos Estudos do Molise, em Campobasso, acontecerá o I Congresso de Fitoalimurgia. “A passagem das plantas espontâneas às cultivadas e as transformações da paisagem da cultura alimentar”, refletindo como a Europa retoma hoje a fitoalimurgia com responsabilidade e atenção ao patrimônio alimentar. O I Congresso de Fitoalimurgia será realizado na Universidade dos Estudos do Molise, em Campobasso, reunindo pesquisadores, acadêmicos, chefs, agricultores e comunidades interessadas na alimentação por plantas espontâneas. A fitoalimurgia, termo proposto em 1767 por Ottaviano Targioni Tozzetti, estuda a alimentação baseada em plantas que a natureza oferece espontaneamente — prática das antigas sociedades caçadoras e coletoras. No Brasil, conhecemos essas espécies como plantas alimentícias tradicionais ou ancestrais (PANC), cujo uso continua vivo em comunidades quilombolas, indígenas e rurais, mantendo o conhecimento transmitido entr...

CULINÁRIA COMO AFIRMAÇÃO CULTURAL: O MUTIRÃO PAYAYÁ E A FORÇA DOS ALIMENTOS DA TERRA

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O protagonismo dos povos Payayá e a virada da Cultura Alimentar  Uma cultura não existe para agradar a todos. Ela existe como expressão de uma história, de uma relação com o território e de um modo próprio de ver e viver o mundo. A identidade de um povo é construída a partir das suas experiências, das suas memórias e das estratégias que encontrou para sobreviver ao tempo. A culinária é uma das formas mais profundas dessa expressão. Ao longo dos anos, trabalhando junto a quilombos e comunidades indígenas, venho pesquisando Cultura Alimentar como um campo onde história, resistência e futuro se encontram. A comida não é apenas nutrição — é linguagem, é organização social, é tecnologia ancestral, é espiritualidade e é também estratégia de permanência. É nesse contexto que se insere o Mutirão junto ao povo Payayá. O que se propõe nesse encontro não é modificar a estrutura alimentar Payayá, mas reafirmar uma mudança cultural necessária, algo que dialoga com os próprios fundamentos das cu...

POR QUE A CULTURA ALIMENTAR BRASILEIRA VEM DESPERTANDO INTERESSE INTERNACIONAL?

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Por que a cultura alimentar brasileira vem despertando interesse internacional? A cultura alimentar brasileira tem se tornado objeto de estudo de pesquisadores, universidades e instituições fora do país porque ela reúne diversidade cultural, biodiversidade, história social e modos tradicionais de produzir e comer. O que chama atenção não é apenas o sabor, mas o sistema de saberes que envolve o alimento. 🌎 1. Diversidade cultural e formação histórica A cultura alimentar do Brasil é resultado do encontro entre povos indígenas, africanos, europeus e diversos fluxos migratórios. Cada território desenvolveu práticas próprias de cultivo, preparo, conservação e partilha dos alimentos. Pesquisas nas áreas de antropologia e ciências sociais tratam a alimentação brasileira como expressão de identidade, memória coletiva e organização social. A comida é vista como linguagem cultural, não apenas como consumo. A pesquisa sobre Alimentação no Brasil: sustentando a autonomia do campo Alimentação e Nu...

ALIMENTAÇÃO ESCOLAR E EDUCAÇÃO FORTALECEM A CULTURA ALIMENTAR INDÍGENA E QUILOMBOLA NO PARANÁ

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A média de idade da população indígena do Paraná é de 27 anos e da população quilombola é de 31 anos, segundo dados do Censo Demográfico 2022: Quilombolas e Indígenas, divulgado nesta sexta-feira (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O estudo expande o anúncio do número total, feito em julho e agosto, que indicou a presença de indígena em 345 cidades no Paraná e de quilombolas em 31 cidades. Você já parou para pensar qual é a presença real de povos indígenas e comunidades quilombolas no Paraná? Embora muitas vezes invisibilizadas, essas populações tradicionais estão presentes no cotidiano social e cultural do Estado — e isso tem impacto direto em políticas públicas como a alimentação escolar. Segundo dados do Censo Demográfico 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), há cerca de 30.466 indígenas vivendo no Paraná, com presença em 345 municípios do Estado, e a média de idade desse grupo é de 27 anos, indicando uma população relativamente...

DONA JOANA E O TERRITÓRIO QUE SE COME

Tem gente que define cultura alimentar em conceitos. Dona Joana Potiguara mostra o que ela é, na prática, no quintal de casa. Ao apresentar a massa da mandioca, a prensa, a manipueira, a goma que assenta, ela não está apenas ensinando um modo de fazer. Está revelando um sistema de vida onde alimento, território, língua, memória e espiritualidade caminham juntos. Cada gesto seu carrega gerações. Cada palavra guarda história. Dona Joana planta, cozinha, benze, cuida, ensina. Sua presença mostra que alimentar é também organizar a vida coletiva, fortalecer vínculos e manter o conhecimento circulando entre pessoas, plantas e tempo. Isso é cultura alimentar: um saber vivo, territorial, comunitário. Esse universo, porém, muitas vezes fica de fora do que se convencionou chamar de “gastronomia”. A gastronomia institucionalizada costuma destacar o prato, a autoria individual e o mercado. Já a cultura alimentar nasce da diversidade e da multiplicidade dos territórios, das relações e das continuid...

MUTIRÃO PAYAYÁ: FORTALECIMENTO DA CULTURA ALIMENTAR COMO CAMINHO DE AUTONOMIA

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O Mutirão Payayá propõe olhar para a alimentação não apenas como produção de comida, mas como campo de memória, tecnologia, espiritualidade e organização comunitária. A cultura alimentar do povo Payayá é território vivo: nasce da relação com a terra, com as plantas, com a água, com os ciclos e com os saberes transmitidos entre gerações. No Mutirão Payayá, pretendo olhar para a alimentação não apenas como produção de comida, mas como um campo de memória, tecnologia, espiritualidade e organização comunitária. Quero valorizar a cultura alimentar do povo Payayá como um território vivo, que nasce da relação com a terra, com as plantas, com a água, com os ciclos e com os saberes transmitidos entre gerações. Meu objetivo é fortalecer esses conhecimentos, dar espaço às Mestras dos Saberes Culinários, resgatar receitas esquecidas, mapear plantas alimentícias locais e criar novas formas de preparar e compartilhar alimentos. É um convite para juntos reconhecermos que cozinhar, plantar e partilhar...

QUEM SUSTENTA A VIDA COTIDIANA ATRAVÉS DA COMIDA, DO GESTO E DA MEMÓRIA?

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Durante muito tempo, o conhecimento das mestras esteve no centro da vida coletiva. Eram elas que sabiam o tempo do plantio, o uso das folhas, o ponto do fogo, o preparo dos alimentos, os cuidados com o corpo e os rituais que organizavam a comunidade. Seus saberes não eram separados da vida: estavam na comida, na cura, na celebração, na educação das crianças e na relação com o território. Com a modernidade, esses conhecimentos foram sendo deslocados. A industrialização da alimentação, a urbanização acelerada, a padronização dos modos de vida e a valorização de saberes técnicos certificados em detrimento da oralidade reduziram o espaço social dessas mulheres. O que antes era reconhecido como fundamento da vida passou a ser tratado como costume antigo, prática doméstica ou tradição sem valor produtivo. Esse processo não significou o desaparecimento das mestras, mas a invisibilização de seu papel. Seus saberes continuaram vivos, sustentando comunidades, preservando sementes, técnicas, temp...

COZINHA DE TRANSFORMAÇÃO FORTALECE A CULTURA ALIMENTAR PAYAYÁ NA CHAPADA DIAMANTINA

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Em Utinga, na Chapada Diamantina, a Cozinha de Transformação deixou de ser apenas um equipamento produtivo para se afirmar como um espaço de continuidade cultural, autonomia e reafirmação do modo de vida do povo Payayá. A iniciativa, viabilizada pelo Governo do Estado por meio da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), segue gerando efeitos que vão além da renda: ela fortalece a relação ancestral entre território, alimento e identidade. No centro dessa experiência está o Movimento Associativo Indígena Payayá, que transforma a produção agroecológica em expressão de cultura, cuidado com a terra e organização coletiva. Ali, produzir alimento não é exploração — é pacto com a natureza. As famílias utilizam apenas áreas já destinadas ao plantio, evitam desmatamento, respeitam os ciclos da terra e repartem o que é colhido, comercializando apenas o excedente. A lógica não é a do acúmulo, mas a da circulação e do equilíbrio. A cozinha equipada — com freezers, geladeiras industriais e outros ...

MUTIRÃO PAYAYÁ: CULTURA ALIMENTAR COMO PROJETO DE FUTURO

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Unidade de produção de mudas implantada na comunidade indígena de Payaya, no município de Utinga, Território da Chapada Diamantina, vem se consolidando, efetivamente, como atividade geradora de emprego e renda para dezenas de famílias Este texto parte da compreensão de que a cultura alimentar não é um elemento acessório da vida nos territórios, mas um dos seus fundamentos mais profundos. Comer, plantar, cozinhar e partilhar são gestos que organizam o tempo, estruturam relações sociais e expressam modos próprios de existir. Quando esses gestos se mantêm vivos, o território permanece; quando são rompidos, instala-se o esvaziamento da memória e da autonomia. Ao reconhecer o mutirão como prática ancestral de organização coletiva, este trabalho afirma que o futuro não se constrói a partir da ruptura com o passado, mas da sua atualização consciente.  O que aqui se propõe é olhar para a cultura alimentar como força política, educativa e territorial, capaz de articular cuidado com a terra,...

A COLONIZAÇÃO TAMBÉM ACONTECE NO PRATO E ISSO DECIDE O FUTURO DOS POVOS

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Em Salinas, em 2022, durante o Encontro da Teia dos Povos, vivi uma cena que me atravessou de um jeito difícil de explicar. Três indígenas, juntos, fritavam salsicha para comer com macarrão instantâneo. Um gesto simples, cotidiano, quase automático. Ainda assim, aquela imagem me paralisou. O que tornava a cena ainda mais dura era o contraste evidente: eram os mesmos corpos que, ao longo de todo o encontro, estavam em constante prontidão, atentos à segurança, ao cuidado coletivo, à proteção do território e das pessoas. Havia vigilância, organização e responsabilidade política. Mas, no prato, a colonização já tinha avançado. Essa contradição me revelou algo profundo. É possível estar politicamente atento e, ao mesmo tempo, alimentar-se de um sistema que corrói a autonomia por dentro.  A violência colonial não atua apenas nos grandes conflitos ou nas disputas visíveis; ela se infiltra no cotidiano, nos intervalos, nos momentos de descanso, quando a sobrevivência precisa ser rápida, pr...

PENSAR SEM AUTORIZAÇÃO: NÊGO BISPO E A CRÍTICA CONTRACOLONIAL

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O intelectual e filósofo Antônio Bispo dos Santos, no Quilombo Saco Cortume (PI). O texto de Pâmela Carvalho, publicado no Alma Preta, é um gesto necessário de enfrentamento ao pensamento colonial ainda presente nos modos de ler, julgar e hierarquizar saberes. Ao peitar as tentativas de redução do pensamento de Nêgo Bispo, a autora não apenas responde a uma crítica específica, mas expõe os limites de uma racionalidade que insiste em autorizar quem pode pensar e a partir de onde. Trata-se de uma intervenção que reafirma a legitimidade de um pensamento enraizado no território, na experiência e na vida concreta, e que convoca o campo crítico a rever seus próprios filtros coloniais. Ler Pâmela Carvalho é reconhecer que pensar sem autorização não é desvio, mas condição para a construção de mundos verdadeiramente plurais .Em um momento em que o pensamento crítico enfrenta seus próprios limites, o texto de Pâmela Carvalho, publicado no Alma Preta, intervém de forma precisa e necessária no deb...

A COMIDA COMO LINGUAGEM DOS TERRITÓRIOS

Ótimo vídeo, @ selvagem_ciclodeestudos . Ele nos ajuda a compreender a importância da culinária como difusora da linguagem e da memória cultural. As árvores dispersam suas sementes ao vento. As plantas e as flores o fazem por meio dos esporos. A comida, por sua vez, dispersa linguagem. O Brasil possui hoje 295 línguas indígenas ainda faladas, segundo o dado mais recente do Censo Demográfico de 2022 (IBGE). Trata-se de uma diversidade linguística fabulosa, que revela a profundidade cultural dos povos originários e dos territórios que resistem. Nesse contexto, tenho trabalhado a importância da culinária como difusora de linguagem, especialmente entre grupos sociais historicamente colocados à margem. Porque antes de virar prato, a comida já é território, gesto, escolha e memória. A comida fala sem precisar de palavras: comunica clima, escassez ou abundância, técnica, tempo, crença, afeto e hierarquia. Em cada preparo existe um enunciado silencioso sobre modos de viver, cuidar e resistir. ...

BOLINHAS DE MEL COM URTIGA 🌿 RECEITA ALEMÃ

VOCÊ SABIA QUE A URTIGA É MUITO USADA NA CULINÁRIA ALEMÃ? 🌿 Na Alemanha, a urtiga (Brennnessel) é ingrediente tradicional da cozinha camponesa e herbal, presente em sopas, pães, massas e preparações com mel. No vídeo da @ chrueter_liaebi , vemos uma receita simples, saudável e cheia de saber ancestral, que conecta alimento, planta e cuidado com o corpo. Uma culinária que nasce do mato, do quintal e da tradição — e que segue viva até hoje. Essas pastilhas de ervas feitas com urtiga e mel são fáceis de preparar em casa. A mistura é trabalhada como uma massa firme, moldada em pequenas bolinhas e depois deixada para secar. 🍯 O uso da urtiga (Brennnessel) na culinária alemã tem raízes camponesas, medicinais e sazonais, ligado à ideia de cozinha de escassez, de primavera e de cuidado com o corpo após o inverno. https://www.chrueterliaebi.com/ 🌿 Urtiga na tradição alimentar alemã Na Alemanha, a urtiga nunca foi vista apenas como “planta medicinal”, mas como alimento funcional, sobretudo em...

CACIQUE JUVENAL PAYAYÁ — “AÇULADOR”

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CACIQUE JUVENAL PAYAYÁ — “AÇULADOR”- Cacique Juvenal Payayá, iconicamente denominado Açulador, expressa a intencionalidade daquele que incita os “cachorros” no movimento da violência. Açulador Dois cães bravos, dentes fortes, saem à caça como ao dever. No rastro, açulados, ameaçantes, enquanto mãe e bebê estão acuados. O sabor vivo da alma humana, sangue e vida a escorrer na língua. Como se caça a fera insana, devoram mãe e bebê em fúria. Ao abutre que presume a caveira — mas são de almas, já sem vida — outro banquete de macabra fartura de mãe e bebê sai à procura. E o açulador, gabola, se retira, como fera, como se nada houvesse acontecido. O Cacique Juvenal Payayá é uma liderança indígena do povo Payayá, na Bahia, com atuação marcada pela retomada territorial, pela reafirmação identitária e pela luta política e jurídica dos povos originários do sertão baiano, especialmente na região da Chapada Diamantina / Piemonte da Diamantina. De forma sintética, ele é reconhecido por: Rearticular...