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SABORES QUE RESISTEM: A DOÇARIA ESQUECIDA DE Ouro Preto NA SEMANA SANTA ✨🍬

😋 Em Ouro Preto, a Semana Santa não é feita só de fé e silêncio — ela também guarda uma memória doce que resiste ao tempo. Entre procissões e rituais, surge um gesto simples e cheio de significado: as amêndoas açucaradas distribuídas no Domingo de Páscoa. Pequenas, delicadas e intensas, elas carregam mais do que sabor — são heranças de uma culinária moldada pela mistura de especiarias, técnicas antigas e muita paciência. Veja o vídeo do @tur_ouropreto ✨ Mas por trás dessas amêndoas existe um universo maior, quase esquecido: a doçaria tradicional de Ouro Preto. Receitas que atravessaram gerações — feitas em tachos, mexidas à mão, transmitidas no boca a boca — hoje vivem à margem, ameaçadas pelo esquecimento e pela pressa do mundo moderno. Na sede da associação do bairro São Cristóvão, ainda é possível testemunhar esse saber em movimento. Ali, o doce não é produto: é memória viva. Cada ponto da calda, cada camada de açúcar, revela um conhecimento que não está nos livros — está nas mãos ...

 🎬🌍 LUZ, CÂMERA, UMA IDEIA NA CABECA IMPACTO!

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Se você é jovem e tem vontade de contar histórias que mexem com o mundo, essa é daquelas oportunidades que valem atenção de verdade: O World Food Forum Youth Film Festival @ world_food_forum , está com inscrições abertas para sua 6ª edição — e sim, jovens brasileiros podem participar. 🎥 SOBRE O FESTIVAL Organizado pela Food and Agriculture Organization (FAO), o festival reúne jovens cineastas do mundo inteiro para contar histórias sobre o presente e o futuro da alimentação no planeta. É cinema com propósito: cultura, território, clima e gente no centro da narrativa. 👥 QUEM PODE PARTICIPAR? Jovens de 18 a 40 anos De qualquer país 🌍 (Brasil incluído) Iniciantes ou profissionais Participação individual ou em grupo 🌱 TEMAS DOS FILMES Você pode explorar histórias que dialoguem com: Sistemas alimentares Mudanças climáticas e oceanos Cultura e herança alimentar Nutrição O papel das mulheres na alimentação e no campo 👉 Em outras palavras: histórias reais, com raiz, memória e futuro. 🎬 FO...

🌿 ISRAEL DESTRÓI E SE APROPRIA DA CULTURA ALIMENTAR PALESTINA

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Sandra Guimarães Na entrevista ao Brasil de Fato, a cozinheira e escritora Sandra Guimarães escancara uma dimensão profunda e muitas vezes invisibilizada do conflito: a comida como campo de disputa.  Segundo ela, o projeto sionista não se limita à ocupação territorial — ele também opera sobre a destruição das bases materiais e simbólicas da cultura alimentar palestina, seja pelo arranque de oliveiras, pelo controle da água ou pela apropriação de pratos tradicionais como o húmus e o falafel. Mas o que está em jogo vai muito além da culinária. Quando uma oliveira é arrancada, não é apenas uma árvore que cai. É uma linhagem interrompida. É o tempo longo da terra sendo violentado. A oliveira, símbolo de permanência e sustento, carrega gerações — sua destruição é também uma tentativa de romper a continuidade de um povo com seu território. O controle da água aprofunda essa ruptura. Sem acesso pleno aos recursos naturais, não há possibilidade de cultivo, e sem cultivo não há transmissão ...

 🌿 QUEM SUSTENTA A DOÇURA DO BRASIL NÃO ESTÁ NOS HOLOFOTES

Como nos lembra Ailton Krenak: “o futuro é ancestral e a humanidade precisa aprender com ele a pisar suavemente na terra.” É a partir dessa compreensão que este gesto se inscreve. O prato de Maria de Fátima, nossa querida Pretinha, não é apenas alimento — é uma forma de permanência. Nele, a terra não é recurso, é vínculo. A tradição não é passado, é presença ativa, reinterpretada pelo sabor, pelo território e pela mão que sabe. Ao retornar ao @ igarapébemtemperado , ela traz aquilo que não se mede apenas pelo paladar, mas pela memória: seu incomparável guisadinho, servido com angu de milho 🌽 verde e a tradicional carne de lata. Um prato que não se apresenta — se afirma. Que não busca aplauso — sustenta continuidade. Desde 2005, o festival se estabelece como território de reconhecimento. Não como vitrine, mas como chão. Um espaço onde a cozinha mineira dos quintais ganha centralidade, onde mulheres que sempre souberam são nomeadas como Mestras da Culinária, e onde técnicas nunca deixar...

O QUE O TEMPO NÃO SEPARA

Uma potente reflexão  A proposta da @ chefmendal , que nos coloca em um campo de diálogo — e também de tensão — entre modernidade e contemporaneidade. “Akara e inhame sempre pertenceram juntos.” Aqui se afirma uma verdade que não é apenas culinária — é ancestral, cultural, quase cosmológica. “O que muda não é o prato, mas o nível de intenção por trás dele.” Há um deslocamento importante: da matéria para a consciência. Sai da receita e entra no gesto. A culinária deixa de ser produto e se afirma como prática viva. Mas “intenção” também carrega uma abstração. Ela precisa se materializar. “Da textura à disposição, cada elemento aqui é controlado.” É nesse ponto que a técnica se apresenta. E “controle” abre uma tensão: pode ser precisão e domínio, mas também rigidez e excesso. “Não para complicar… mas para refinar a forma como é vivido.” O texto resolve essa tensão ao deslocar o sentido de sofisticação. Refinar não é complicar — é intensificar a experiência. “Vivido”, aqui, tira o prat...

ENTRE O RECONHECIMENTO E O ENQUADRAMENTO: ONDE ESTÁ A CULTURA ALIMENTAR?

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A oficialização do Decreto nº 12.916, no Palácio do Planalto, marca mais do que um ato simbólico: inaugura um novo ciclo para o setor cultural brasileiro. Com a criação da Política Nacional das Artes, o Estado passa a reconhecer as artes como eixo estruturante do desenvolvimento social, econômico e simbólico do país. Articulada pela FUNARTE, a política estabelece um marco legal que retira o fomento artístico da instabilidade da “vontade política” e o inscreve no campo do Direito de Estado. Isso significa, na prática, a construção de bases mais sólidas e contínuas para financiamento, pesquisa, produção e difusão das artes em todo o território nacional. Para produtores culturais e trabalhadores da arte, não se trata de retórica institucional — trata-se de mudança concreta nas regras do jogo. Compreender a PNA deixa de ser opcional e passa a ser estratégico. Mas onde entra a cultura alimentar nesse cenário? Embora a política não tenha sido concebida originalmente para abarcar esse campo c...

FOME INFANTIL REGISTRA QUEDA DE 30% EM UM ANO APONTA MDS

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SEGURANÇA ALIMENTAR | Dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) apontam melhora no acompanhamento nutricional e na redução da fome entre crianças e adolescentes no país. De acordo com a pasta, a fome infantil recuou quase 30% em um ano. Com isso, o Brasil atingiu o menor patamar da série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, iniciada em 2004, saindo de 2,5 milhões de crianças e adolescentes em insegurança alimentar grave, em 2023, para 1,8 milhão em 2024. Segundo o órgão, os resultados evidenciam o papel de políticas públicas integradas no acesso à renda, na promoção da saúde e no desenvolvimento infantil. Medidas como o fortalecimento do Bolsa Família, a ampliação do Programa Nacional de Alimentação Escolar e a retomada de instâncias como o Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional são apontadas como fatores centrais para a melhora dos indicadores. Apesar do avanço, especialistas alerta...