QUEM SUSTENTA A DOÇURA DO BRASIL NÃO ESTÁ NOS HOLOFOTES

Aos 74 anos, prestes a completar 75, Dona Claudete é uma das seis mulheres retratadas em "As Mulheres Por Trás dos Doces", fotolivro das fotógrafas Andressa Santos e Gabriela Cunha, com lançamento previsto para 27 de maio.

Engajado na programação do 2º Ciclo de Atividades de Educação Antirracista, o Museu do Doce da UFPel realiza, no próximo sábado, às 10h30min, a atividade “A representação dos negros na Fenadoce”. A ação ocorrerá no espaço expositivo conhecido como Sala de Música.

O evento tem por inspiração a escultura “Vendedora de doces”, de Madu Lopes, e pelas memórias de Claudete Lessa, uma das mulheres mais velhas do Kilombo.

A programação tem início com o lançamento do primeiro cordel “Seu doce predileto: com açúcar e com afeto”. A ação educativa foi desenvolvida como parte do projeto de extensão “Produção, reprodução cultural, valorização, difusão e fomento da tradição doceira de Pelotas e antiga Pelotas”, que tem como objetivo fortalecer a identidade e o patrimônio doceiro de Pelotas e região.

Em seguida, ocorrerá roda de conversa com Francine Dias e Taila Xavier, respectivamente rainha da Fenadoce 2006 e baronesa da Fenadoce 2022, as primeiras mulheres negras da corte do evento. Junta-se a elas Ana Langone, intérprete da personagem “mulher negra doceira e contadora de história”, inspirada na mestra Griô Sirlei Amaro, no Espaço Arte do Doce na Fenadoce criado pelo artista Madu Lopes.

Ciclo antirracista

Nos meses de novembro e dezembro, a Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (PREC) da Universidade Federal de Pelotas está promovendo o 2º Ciclo de Atividades de Educação Antirracista. A universidade, fortemente comprometida no combate ao racismo, apresenta uma variada programação, engajada com a discussão racial e a redução das desigualdades.


✍️ Frederico Feijó

📸 Gabriela Cunha / Divulgação


 Fonte GZH

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