Quando a comida não era escolhida… comia-se o que havia.

Durante grande parte do século XX no México, especialmente em zonas rurais e setores populares, a alimentação dependia diretamente do que estava disponível em casa… não do que se tinha vontade de comer.

Em muitas famílias, as crianças não tinham opção de escolha.

Comia-se o que houvesse: feijão, tortillas, algum guisado simples… e, às vezes, só isso.

Recusar-se a comer não era visto como “capricho infantil”… mas como desperdício.

Isso estava ligado a uma realidade econômica: em 1950, mais de 60% da população mexicana vivia em condições rurais ou de baixa renda, onde o acesso a alimentos variados era limitado.

Por isso, desde pequenos, muitos aprendiam uma regra clara: come-se o que tem… ou não se come.

🟢Fontes:

Instituto Nacional de Estatística e Geografia (INEGI). (2020). Estatísticas históricas do México.

Pilcher, J. (1998). ¡Que vivan los tamales! Food and the Making of Mexican Identity. University of New Mexico Press.

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