GASTRONOMIA COM PEGADA CONSIENTE COM OS DESAFIOS CLIMÁTICOS
Enquanto muitos pensam em Bari, capital da região da Puglia, no sudeste da Itália, localizada na costa do Mar Adriático, é apenas como um destino turístico, há uma universidade que está mudando o jeito como a Europa transforma resíduos.
Puglia, também conhecida como a capital da Cucina Povera, vem desde 2019, por parte do Departamento de Ciências Agroambientais da Universidade de Bari Aldo Moro realizando algo extraordinário: desenvolveu um protocolo certificado para converter os resíduos da produção de azeite em bioplásticos biodegradáveis. Este não é um projeto isolado de laboratório — tornou-se um padrão europeu para a valorização de subprodutos agroalimentares.
O time liderado pelo professor Giovanni Ranieri não estava brincando. Entre 2018 e 2023, eles publicaram 47 artigos revisados por pares em revistas como Nature e Science, colocando Bari no mapa como capital mundial da pesquisa em economia circular agroalimentar.
Quarenta e sete publicações. Em revistas de altíssimo impacto. E tudo isso vindo do sul da Itália.
E o mais impressionante: essa pesquisa não ficou apenas nas paredes do departamento. Três spin-offs empresariais surgiram do projeto e já geraram 120 empregos reais. Não são startups fantasmas — são empresas concretas que processam resíduos, transformando-os em novas matérias-primas.
O reconhecimento veio rápido. A União Europeia destacou Bari como um centro de excelência. Em 2022, o projeto recebeu 2,8 milhões de euros em financiamento do Horizon Europe, mostrando que a pesquisa científica pode gerar economia, criar empregos e resolver problemas reais.
Enquanto muitas discussões sobre sustentabilidade ficam no plano teórico, Bari já estava construindo soluções práticas e inovadoras.
Além disso, o protocolo de Bari não se limita ao azeite. Pesquisas recentes do grupo indicam que resíduos de frutas, vegetais e outros subprodutos agroindustriais podem seguir caminhos similares, abrindo novas oportunidades para a bioeconomia circular na Europa. Isso significa menos desperdício, mais valor agregado e produtos que respeitam o meio ambiente.
O trabalho do professor Ranieri e sua equipe mostra como a ciência aplicada pode transformar cidades em polos de inovação sustentável, combinando excelência acadêmica e impacto socioeconômico real.
Por aqui, o oia.fia, vem fazendo um belo trabalho de promoção do impacto socioambiental ao lado da Cultura Alimentar, buscando valorizar o que vem da tradição, do território e da ancestralidade. A ÓiaFia é a tradução disso em ação: transformamos o azeite de dendê residual — aquele que sobra do tabuleiro das baianas de acarajé — em produtos circulares e regenerativos. Aqui, o autocuidado se transforma em cuidado coletivo; a beleza nasce da ancestralidade, das tradições e da resistência que caminha rumo à sustentabilidade.
Assista ao vídeo e descubra como transformar o que seria resíduo em impacto positivo, cultura e regeneração, mostrando que é possível cuidar da gente, do planeta e das pessoas ao mesmo tempo.
@charoth10
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Vídeo: @claraparaguasssu
Roteiro: @juliadepaula._

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