NÃO TENHO DÚVIDA: O MUTIRÃO PAYAYÁ FOI UM SUCESSO.


O que vivemos não foi apenas um encontro para realizar tarefas coletivas. Foi a reafirmação de uma prática ancestral que segue viva, necessária e pulsante.

O mutirão, presente nas comunidades rurais, quilombolas e indígenas do Brasil, é muito mais que trabalho compartilhado. É cooperação solidária. É construção de autonomia. É fortalecimento de território.

🌱 Mutirão como prática libertadora

Para Paulo Freire, ninguém transforma o mundo sozinho, a transformação nasce do encontro entre sujeitos, do diálogo e da ação compartilhada.

O mutirão — quando a comunidade se reúne para plantar, construir, cozinhar, organizar — é a expressão concreta dessa pedagogia: não há espectador, todos são sujeitos, todos aprendem fazendo.

🔥 Práxis: ação + reflexão

Freire define práxis como a união entre ação e reflexão para transformar a realidade.

Não é agir por agir, Não é pensar sem agir.

É agir, refletir sobre o que foi feito, compreender as estruturas que nos cercam — e agir novamente, de forma mais consciente.

No Mutirão Payayá, cada pessoa compreendeu, na prática, que o gesto coletivo transforma o espaço — e transforma também quem participa. Plantar, organizar, cozinhar, limpar, construir: tudo ganha outro sentido quando feito em comunidade.

Mais do que força de trabalho, o mutirão é:

🧵 laço social e político

🌱 estratégia concreta de soberania alimentar

🏡 afirmação de pertencimento territorial

🎶 espaço vivo de transmissão de saberes e memórias

A grande participação do público revelou algo profundo: existe sede de comunidade. Em um tempo marcado pelo individualismo e pela lógica do lucro, ver tantas pessoas reunidas em torno do Território Payayá reafirma que o coletivo ainda é o caminho.

O Mutirão Payayá não foi apenas um evento. Foi experiência. Foi formação. Foi prática viva de outro modelo de organização social.

Quando o povo se reúne, o território respira.

🌿 AGRADECIMENTO – MUTIRÃO PAYAYÁ 🌿

Quero agradecer em nome de Zanata, pelo convite, e o que realizamos só foi possível graças ao compromisso, à generosidade e à presença ativa de muitas mãos e muitos corações.

Nosso agradecimento especial ao Movimento Associativo Indígena Payayá e, sobretudo, à família Payayá — Juvenal, Otto e Valnira, Núbia, Cris — guardiões do território, da memória e da prática viva do mutirão.

Agradecemos profundamente a todas as pessoas que estiveram presentes, colaboraram, contribuíram financeiramente, doaram alimentos, apoiaram na produção e fortaleceram essa construção coletiva:

Martha Liborio, Mirna, Elizabeth C. Paiva, Ian Libardi, Myrna e Nino, Magna, Antonio Barreto, Joana Horta, Claudia Vasconcelos, Paulo Pilha, Roger Bley, Demian Reis, Fernanda, Francisco, Débora, Daniele, Janecy, Viiane, Naize, Doris, Silvana, Elenice Barbosa, Sòlene, Jamille, Fernanda Nunes, Camila, a Cáritas, a Ação da Cidadania, Darluce, Itamara, Renata, Marina, Quentin, Maria Nunes, Joan, Eduardo Zanatta

Cada presença foi fundamental. Cada contribuição fortaleceu o território. Cada gesto reafirmou que o mutirão é mais que prática — é visão de mundo.

Seguimos juntos. 🌱



@charoth10

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