CULINÁRIA TRADICIONAL DA BAHIA NÃO É RAIZ; É RIZOMA. É CULTURA ALIMENTAR POPULAR SE RAMIFICA, SE ENTRELAÇA E SE REINVENTA A CADA GERAÇÃO.
Como pensam Deleuze e Guattari, o rizoma não cresce de cima para baixo, não tem centro nem começo. Ele se expande horizontalmente, conecta territórios, saberes e práticas. Cada folha, cada gesto na cozinha, cada panela e cada tempero são linhas de conexão que dialogam entre si, sem obedecer a uma única narrativa de origem.
Na mesa da tradição, o dendê do Recôncavo conversa com a farinha do interior, a banana do quintal cruza com o marisco da praia. Não há hierarquia, apenas fluxo e intensidade, multiplicidade de experiências e possibilidades de encontro.
Por isso, falar de culinária tradicional como raiz é limitar sua potência. Ela é rizoma: aberta, conectada, viva. É prática que se transforma, se reinventa e atravessa gerações sem perder a força do que foi — sempre em diálogo com o presente.
@charoth10

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