BAMBÁ VERDE: A ALQUIMIA DE CARLOS DIAS NO CORAÇÃO DO TENONDÉ
Foi uma baita oportunidade tê-lo do meu lado, trocando ideias sobre o trabalho que venho desenvolvendo nas comunidades e experimentando juntos nesse laboratório culinário delicioso.
Ele se chama Carlos Dias (@fidalgotranseunte), formado em gastronomia pelo Le Cordon Bleu, e hoje chef no Vila Flor Ecocentro, em Diogo, no litoral norte da Bahia, a uns 70 km de Salvador.
No Kilombo Tenondé, durante sua passagem, a turma ainda o chamava de "bonitão"humm... bem, o apelido pegou!
O Bambá Verde carrega toda a energia e identidade dele: uma ponte perfeita entre a culinária afroindígena e a criatividade contemporânea.
Feito de banana verde, vira um creme espesso, temperado com especiarias locais – incluindo a chaia, essa planta alimentícia não colonizada que Carlos tanto destaca.
Quer a Receita? Fala com o cara!
É um prato que celebra território, ancestralidade e sabores esquecidos, trazendo à mesa a memória viva da Bahia.
Cozinheiro, alquimista e curioso pra caramba, Carlos tem base na cozinha clássica, com técnicas afiadas, mas mergulha fundo na ancestralidade dos povos originários e da diáspora.
Vivendo em quilombos, assentamentos e comunidades tradicionais, ele resgata e dissemina esses sabores pelo alimento, unindo espiritualidade, intuição, criatividade e toques contemporâneos.
"Gosto de brincar que meus pratos são únicos – se eu tentar replicar, sai parecido, mas nunca igual", diz ele.
E arremata: usa os cinco sentidos como ferramentas principais, porque uma boa cozinha não vem de equipamentos caros ou cursos de chef estrela, mas de um cozinheiro de verdade, coração aberto e mãos na massa.
O Bambá Verde afirma que a culinária não nasce do acaso, mas do território, da relação com as plantas e do diálogo entre culturas. No Tenondé, a alquimia de Carlos Dias não cria ruptura: cria continuidade. Um prato que aponta caminhos para uma alimentação enraizada, agroecológica e ancestral, capaz de falar com o presente sem abandonar sua origem.
@charoth10
#Elcocineroloko

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