A FOME COMO PROJETO NEOLIBERAL
Deixou porque ficou caro demais para o próprio povo.
Sob Javier Milei, o churrasco — símbolo nacional, rito popular, mesa coletiva — virou commodity de exportação. A carne sai do prato argentino para alimentar mercados externos, enquanto dentro do país cresce o frango barato, o porco industrial e a fome silenciosa.
O discurso é o velho conhecido: “globalização”,
“mercado”,
“eficiência”.
A prática é simples: o povo aperta o cinto,
o capital bate recordes.
Exportar quase um terço da produção de carne enquanto a população reduz drasticamente o consumo não é modernização, é despossessão alimentar. É transformar cultura em ativo financeiro e chamar isso de liberdade.
Milei governa para planilhas, não para pessoas.
Para dólares, não para mesas.
Para o mercado, não para o povo.
Quando a carne deixa de ser comida e vira apenas exportação, o problema não é ambiental, nem de saúde:
é político.
A fome não é acidente.
É um projeto neoliberal
📌 Sob Javier Milei, a Argentina viu a pobreza subir para mais de 50% em 2024 com cortes de políticas sociais e inflação alta. Dados oficiais mostram queda depois, com pobreza em ~31,6% no 1º semestre de 2025, mas a desigualdade e insegurança alimentar ainda são desafios sérios, intensificados pelas políticas neoliberais de austeridade.
Matéria de O Globo
CARNE | Eles são os campeões mundiais, juntamente com seus vizinhos uruguaios, no consumo de carne, mas nunca comeram tão pouca quanto agora. A relação dos argentinos com a carne bovina está mudando: perde centralidade na mesa local e encontra saída na exportação. O churrasco é a maior tradição culinária da Argentina, mas o país vive uma mudança cultural radical à medida que os gostos se globalizam, os preços sobem, favorecendo o frango e o porco, e cresce a preocupação com o meio ambiente e a saúde. O setor da carne percebe estas mudanças, mas não se inquieta: o mercado argentino ainda é seu forte. Segundo a secretaria de Agricultura, Pecuária e Pesca, em 2024 a Argentina produziu 3,1 milhões de toneladas de carne, das quais exportou quase um terço.
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Foto: Luis Robayo/AFP

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