OFICINA DE CULINÁRIA ANCESTRAL! 🫕

🩵 Será um momento especial de trocas, saberes e memórias, que encerra o ciclo das oficinas com nosso Taata Dya Nkisi Talambirê


Não perca!A atividade acontece no dia [11/12], às [14 horas].

A oficina de Culinária Ancestral será em parceria com o @ifba_seabra e é aberta a todas as pessoas, com prioridade para pessoas negras, povos e comunidades tradicionais e estudantes da região. Não é necessário ter experiência prévia em culinária, apenas vontade de aprender, partilhar e respeitar os saberes ancestrais.

Durante o encontro, vamos:

*Conhecer a história e os fundamentos de pratos tradicionais da culinária de matriz bantu.Conversar sobre a relação entre comida, sagrado, memória e território.

*Acompanhar o preparo de receitas ancestrais e falar sobre ingredientes, modos de fazer e ética no uso dos alimentos.

*Viver um momento de comunhão e partilha, fortalecendo nossa identidade e nossa cultura.

*A oficina é gratuita, com vagas limitadas. As inscrições podem ser feitas por meio do formulário: 

*Recomenda-se levar caderno e caneta para anotações, garrafinha de água e, se desejar, avental ou roupa confortável para as atividades na cozinha.

Este projeto foi contemplado nos Editais da Política Nacional Aldir Blanc Bahia e tem apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura do Estado via PNAB, direcionada pelo Ministério da Cultura – Governo Federal.#ParaTodosVerem: 

Arte de divulgação da oficina, mostrando um homem negro com vestes tradicionais do candomblé colorido, usando óculos e sorrindo. Ao fundo, aparece um jardim com plantas. 

Seabra, Chapada Diamantina — Terra de Encruzilhadas Bantu

Seabra, localizada no coração da Chapada Diamantina, é mais do que um ponto de passagem entre vales, serras e rios. É também parte de um cinturão de ancestralidade bantu que se espalha pelo sertão baiano, onde a presença de comunidades vindas do Recôncavo, de Minas e do Centro-Norte do estado permitiu que o candomblé de Inquice encontrasse terreno fértil para se estabelecer.

A região, historicamente marcada por roças de subsistência, garimpos, feiras e circulação de viajantes, tornou-se um nó de rotas — e onde há rota, há terreiro. Os povos bantu sempre construíram sua espiritualidade a partir das travessias, criando casas de culto onde a vida pulsava: beira de estrada, bairros rurais, povoados e pequenos centros urbanos.

🌍 Um candomblé que chegou caminhando

O candomblé de Inquices em Seabra não nasce de grandes casas institucionalizadas. Ele chega pelas mãos de famílias, por laços de parentesco, por filhos e netos de iniciados vindos de cidades como Salvador, Cachoeira, Jacobina, Ipirá, Lençóis e até do Vale do Jequitinhonha.

Relatos orais apontam que, desde o início do século XX, iniciados bantu passaram pela Chapada levando:

fundamentos de Nkosi (força da caça e do ferro) cultos de Nzambi (o criador) práticas de cura, folhas e água corrente uso de ngangas, pembas e pontos riscados e uma liturgia marcada pela simplicidade e pela força do mato.


🌿 A Chapada como território de folhas

Seabra e arredores têm uma abundância de folhas medicinais, raízes e cascas — um território ideal para o culto bantu, que tem no mato sua principal fonte de axé.

A região favoreceu:

*o uso ritual de folhas de serra, muito valorizadas nos banhos e remédios a presença de fontes, nascentes e grotas, fundamentais para obrigações a prática de rituais discretos nas matas, longe da vigilância de coronéis e missionários

A Chapada sempre foi lugar onde o segredo circula protegido pela serra.

Também aparecem as informações sobre data e facilitador da oficina, em dois blocos nas cores verde e azul.Arte: @juliofonten3le @ivefarias

Foto: @walli.fontenele#pnabbahia #govbahia #secultba #nkongocultural #candomblébrasil #candombléangolabantu #cultura #culturabantu

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