ALFABETIZAÇÃO ALIMENTAR
Esse post me fez pensar em como a transformação alimentar não deveria depender apenas da consciência individual, mas também do coletivo.
A escola, as merendeiras e o próprio Estado têm um papel essencial nessa mudança.
O vídeo da @ruanocatarina é um ótimo ponto de partida para refletirmos sobre algo ainda mais profundo: a responsabilidade coletiva na construção de uma alimentação saudável.
Em algum momento, trabalhei essa questão nas Oficinas #MaisAfetoMenosAçúcar.
Venho de uma família onde o diabetes é comum, e isso sempre me fez refletir sobre a relação entre afeto, excesso e cuidado no ato de comer.
As merendeiras, por exemplo, estão na linha de frente desse processo — conhecem o gosto das crianças, sabem o que chega à mesa e o que falta. São verdadeiras educadoras da alimentação, ainda que o sistema raramente as reconheça como tal.
A escola, por sua vez, é um espaço de formação de hábitos. Ensinar a ler rótulos, entender os ingredientes e valorizar os alimentos frescos é também uma forma de alfabetização — uma alfabetização alimentar.
E o Estado precisa garantir que o direito à comida de verdade seja uma política pública, e não um privilégio.
Falar de alimentação saudável é falar de soberania, de cultura e de futuro.
#ComidaDeVerdade #MerendaEscolar
#comidaécultura
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