CIÊNCIA, CULTURA ALIMENTAR E INOVAÇÃO: A EXPERIÊNCIA BRASIL–SUÍÇA NA FUNDAÇÃO ANTENNA


Durante minha passagem por Genebra, tive pouco tempo para conhecer a cidade na dimensão que gostaria. Em contrapartida, vivi a oportunidade de estabelecer vínculos significativos com pessoas e iniciativas inspiradoras na Fundação Antenna, instituição de referência internacional na promoção de soluções inovadoras para os grandes desafios sociais e ambientais contemporâneos.

Fui recebido por Guillaume Ferraris, que abriu as portas da Fundação com generosidade e entusiasmo. 

Destaco também Marco Bernardo, parceiro de diálogos profundos sobre filosofia e política, que conduz projetos em diversas frentes dentro da incubadora da Antenna, conectando saberes e práticas transformadoras.

Durante o receptivo, os convidados assistiram ao documentário Comida Aqui é Mato, que foi traduzido para o público presente. Em seguida, promovemos interações e debates, explorando a abrangência e a relevância dos temas abordados.

A oficina que realizei integrou-se diretamente às articulações conduzidas por Jonathas, da Rede Panc Bahia, que enfatizou o uso das plantas alimentícias percorrendo todo o trajeto da casa, ampliando o intercâmbio de conhecimentos entre Brasil e Suíça. 

Luso Aleixo teve papel fundamental no processo organizacional, especialmente no almoço que contou com a presença da prefeita da comuna, fortalecendo os laços institucionais e culturais entre todos os envolvidos.

A Oficina Sotoko estabeleceu diálogos com diferentes áreas do conhecimento e demonstrou a transversalidade de suas propostas. Discutimos a valorização e a expansão do uso das plantas alimentícias tradicionais, além de explorarmos inovações tecnológicas como a máquina desenvolvida por Marco, que permite o cozimento e preparo de alimentos a partir da energia solar — uma solução adaptável a diversos territórios no Brasil e no mundo.

Um dos temas centrais foi a sazonalidade. Procuramos evidenciar elementos da cultura alimentar de Genebra, ao mesmo tempo em que fortalecemos as raízes da culinária baiana, criando pontes de conhecimento, prática e inovação.

No almoço, elaboramos um menu que valorizou ingredientes locais, como a folha de videira, presente no Papillote de cogumelos, preparado com Boletus Edulis e Chanterelles, assados e envolvidos nas folhas.

O Duo de peixe e camarões, com molho de moqueca, foi um dos grandes destaques.

Servimos ainda uma mini-salada de ervas, folhas e flores comestíveis, acompanhada de molho de frutos vermelhos e queijo Fleurette, típico da região.

Na sequência, uma picanha com “lardon” cozida a vácuo e assada, servida com cuscuz de dente-de-leão.

E para finalizar, três sobremesas que encantaram a todos: figos recheados com cocada, manjar branco com calda de gengibre e abóboras cristalizadas com queijo e flores comestíveis.

A experiência na Fundação Antenna reafirmou a importância de espaços que unem ciência, cultura alimentar e compromisso social, mostrando que a troca entre diferentes contextos é essencial para a construção de futuros mais sustentáveis e inclusivos.


🔗 Fundação Antenna


Confira fotos no link:

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@charoth10


#elcocineroloko


Science, Culture Alimentaire et Innovation : l’Expérience Brésil-Suisse à la Fondation Antenna


Lors de mon passage à Genève, j’ai eu peu de temps pour découvrir la ville dans toute sa dimension. En revanche, j’ai eu l’opportunité de tisser des liens significatifs avec des personnes et des initiatives inspirantes au sein de la Fondation Antenna, une institution de référence internationale dans la promotion de solutions innovantes face aux grands défis sociaux et environnementaux contemporains.

J’ai été accueilli par Guillaume Ferraris, qui a ouvert les portes de la Fondation avec générosité et enthousiasme. Je tiens également à souligner Marco Bernardo, compagnon de dialogues profonds sur la philosophie et la politique, qui mène divers projets au sein de l’incubateur d’Antenna, reliant savoirs et pratiques transformatrices.

L’atelier que j’ai animé s’est intégré directement aux articulations menées par Jonathas, de la Rede Panc Bahia, élargissant ainsi l’échange de connaissances entre le Brésil et la Suisse. 

Luso Aleixo a également joué un rôle fondamental dans le processus organisationnel, en particulier lors du déjeuner qui a réuni la maire de la commune, renforçant les liens institutionnels et culturels entre tous les participants.

Lors de l’accueil, les invités ont visionné le documentaire Comida Aqui é Mato, qui a été traduit pour le public présent. Par la suite, nous avons animé des échanges et discussions, explorant l’étendue et la pertinence des thèmes abordés.

L’Atelier Sotoko a établi des dialogues avec différents domaines de connaissance et a démontré la transversalité de ses propositions. Nous avons discuté de la valorisation et de l’expansion de l’usage des plantes alimentaires traditionnelles, tout en explorant des innovations technologiques comme la machine développée par Marco, qui permet la cuisson et la préparation des aliments à partir de l’énergie solaire — une solution adaptable à de nombreux territoires au Brésil et dans le monde.

L’un des thèmes centraux fut la saisonnalité. Nous avons cherché à mettre en évidence des éléments de la culture alimentaire genevoise, tout en renforçant les racines de la cuisine bahianaise, créant ainsi des ponts de savoirs, de pratiques et d’innovations.

Lors du déjeuner, nous avons élaboré un menu qui a mis en valeur des ingrédients locaux, comme la feuille de vigne, présente dans la Papillote de champignons, préparée avec des Boletus Edulis et des Chanterelles, le tout rôti et enveloppé dans les feuilles.

Le Duo de poisson et crevettes, accompagné d’une sauce de moqueca, fut l’une des grandes sensations.

Nous avons également servi une mini-salade d’herbes, de feuilles et de fleurs comestibles, accompagnée d’une sauce aux fruits rouges et de fromage Fleurette, typique de la région.

Ensuite, une picanha au “lardon”, cuite sous-vide puis rôtie, servie avec un couscous de pissenlit.

Et pour conclure, trois desserts ont enchanté les convives : figues farcies à la cocada, blanc-manger au gingembre, et courges confites au fromage et fleurs comestibles.

L’expérience vécue à la Fondation Antenna a réaffirmé l’importance des espaces qui unissent science, culture alimentaire et engagement social, démontrant que l’échange entre différents contextes est essentiel à la construction d’avenirs plus durables et inclusifs.

🔗 Fondation Antenna


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