CHEFS DA FRANÇA CHEGAM À BAHIA PARA CELEBRAR A CULINÁRIA TRANSATLÂNTICA
Por Ronaldo Jacobina
Chefs Enquanto os chefs baianos Alício Charoth, Angeluci Figueiredo (Preta), Ana Célia, Kaywá Hilton e Solange Borges participam do projeto Cozinhas de l’Extraordinaire, entre as cidades de Paris e Marselha, na França, os chefs do lado de lá começam a se preparar para atravessar o oceano Atlântico e desembarcar no Brasil.
O intercâmbio, que integra a Temporada França – Brasil 2025, evento que celebra os 200 anos de relações bilaterais entre os dois países europeus, foi o tema iniciado na coluna do sábado passado (06/09), e cuja segunda parte guardamos para hoje (13).
Pelo lado de cá do Atlântico, mais precisamente na Bahia, diversos eventos ligados a gastronomia também seguirão conectando o Brasil e a França através da culinária transatlântica que levou cinco chefs para a França e agora receberá cinco franceses aqui. “O projeto reúne ao todo 10 chefs afrodescendentes baianos e franceses que cruzam o Atlântico e invadem a Bahia e a França com aromas, sabores, tradição e inovação”, explica a Consultora Internacional em Relações Internacionais & Conectora Cultural Monique Badaró (da Braço Social Consultoria), que em parceria com a Les Grandes Tables – ICI Culture (associação francesa especializada no desenvolvimento de experiências culturais em torno da gastronomia), promovem intercâmbios entre cozinheiros dos dois lados do oceano.
Se por lá as cidades sedes do projeto são Marselha e Paris, como já citamos acima, agora é vez de receber os chefs visitantes deste intercâmbio gastronômico, iniciado em agosto último, e que vai até novembro próximo nas cidades de Salvador e Ilhéus.
Desembarcarão aqui também Axel Mbetcha Tiezan, formado pelo Instituto Paul Bocuse, em Écully e que passou pelo Marriott Champs-Élysées e o Gordon Ramsay no Trianon Palace, em Versalhes (1 estrela Michelin).
Em Salvador, os visitantes serão acolhidos nos restaurantes, Preta (de Angelucci Preta), Origem (dos chefs Fabricio Lemos e Lisiane Arouca) e Zanzibar (da chef Ana Célia), para jantares a quatro mãos (Isso a gente conta depois).
Estão previstos também encontros com estudantes das escolas de Nutrição e Gastronomia (UFBA) para diálogos e trocas com o ecossistema gastronômico soteropolitano, especialmente o de matriz africana.
Falando em Naomie Martino, ela visitará Ilhéus para um intercâmbio focado no cacau como patrimônio e linguagem cultural.
A programação inclui visitas técnicas a fazendas de cacau e produtores de chocolate de origem, oficinas sobre práticas e saberes em torno do cacau.
Resumindo, o Cozinhas de l’Extraordinaire é mais que um projeto gastronômico: é um espaço de intercâmbio cultural, valorização de patrimônios e afirmação da culinária afrodescendente como força viva e criativa. Ao conectar comunidades e chefs de diferentes origens, a iniciativa reforça a cozinha como território de memória, inovação e diálogo entre povos.
@charoth10
#elcocineroloko





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